Versão Portuguesa A Cristina e o Jorge, proprietários do espaço que seria designado como “Forcas Bar”, contactaram-me em 1992 para um projecto que desde logo me emocionou, encomendaram-me quatro painéis de reconstituirão histórica sobre Alhos Vedros no séc. XV, painéis esses a serem colocados no “Forcas Bar” que devido à sua localização no antigo campo da forca, inspirou os seus proprietários a regressar ao passado.
A partir do facto real do Rei D. João I se ter refugiado em Alhos Vedros para fugir à peste que grassava em Lisboa, criei uma ficção histórica, que me proporcionou uma oportunidade de realizar a reconstituição história mais importante que fiz até hoje.
No trabalho de pesquisa foi necessário falar com pessoas que conheceram a Vila de Alhos Vedros noutros tempos e que sabiam estórias antigas sobre os locais a retratar, destaco o Cineasta amador Alhos Vedrense já falecido, o Sr Diogénio que me forneceu valiosas informações neste projecto e também o Padre Carlos, pároco de Alhos Vedros que através do seu livro, “Contributos para a História de Alhos Vedros”, contribuiu e muito, para que a execução dos trabalhos em Azulejaria tivessem maior credibilidade, porque esse livro contêm informações baseadas em documentos o que tornou mais ciêntifica a pesquisa histórica que foi necessária para a execução destes trabalhos.
Os quatro painéis de Azulejos do “Forcas Bar”, são:
1-A chegada do Rei D.João I a Alhos Vedros.
A praia e a orla costeira avançava desde o Cais de Alhos Vedros até Santo António (isto é uma mera especulação), por um esteiro que também passava defronte à Igreja Matriz de Alhos Vedros e e isso levou-me a crer que será essa uma das razões porque a Igreja está de costas viradas para a Vila, a outra pelo que soube recentemente será porque está voltada para Oriente como o seriam todas as Igrejas antigas ou Mesquitas que foram depois transformadas em Igrejas Cristãs (Católicas) como leva a pensar que se tenha passado com a Igreja Matriz de Alhos Vedros, principalmente devido às cúpulas encontradas aquando do seu restauro de 1948, e que se encontravam cobertas por um telhado que as escondia. Este painel que retrata a chegada do Rei a Alhos Vedros, foi por mim localizado na praia junto à Igreja Matriz e não no cais, para dar assim uma relevância à própria Igreja. As Caravelas são do tipo das Caravelas que descobriram a Madeira, ou seja o tipo de Caravelas de Vela Latina que seriam muito parecidas com as Varinos de grandes dimensões que antes navegavam no rio tejo e que a Pombinha é hoje o último exemplar que o Concelho da Moita ainda possui. Todo o ambiente é ficcionado, com personagens num ambiente festivo de recepção ao Rei e Comitiva.
2-O julgamento dum condenado nos Paços do Concelho de Alhos Vedros.
Este painel retrata um julgamento nos antigos Paços do Concelho de Alhos Vedros, vulgo Cadeia Velha. Presumo terem sido os primeiros Paços do Concelho, devido à sua construção ser de dois pisos e presumo que também teria masmorras na cave pelo que vi quando as ruínas da Cadeia Velha ainda estavam de pé e como poderão ver no meu Blogue em video, que Lídio Coelho, meu grande amigo e colega de Teatro Amador na Velhinha, filmou na altura em que fiz os painéis do Forças Bar, 1992. No Primeiro andar que já tinha derrocado, mas que o Sr. Diógenio, meu colaborador para este trabalho, me disse existir e que me explicou detalhadamente como seria a sua construção, porque a tinha visto ainda de pé, fiz o desenho do que seria a Cadeia Velha reconstruindo a sua versão original. A fição criada a partir da reconstituição histórica dos Paços do Concelho, foi a de o Rei D. João I fazer neste caso um julgamento público “especial” para mostrar à população de Alhos Vedros o exercício do seu Poder Régio.
3-O enforcamento dum condenado no campo da forca de Alhos Veros.
O chamado campo da forca, agora designado “Bairro Gouveia” foi a maneira como sempre ouvi chamar a esse local, por isso imaginei que fosse aí que se enforcavam os condenados. A ficção criada, foi que uma execução tivesse sido efectuada quando o Rei D.João I estave presente com a sua comitiva nesse ano de 1415. Um palanque foi por isso montado para a Realeza observar este triste espectáculo. O Rio Tejo serve de fundo enquanto o desgraçado sobe ao patíbulo e a sua família chora desconsoladamente na areia do campo da forca. Á direita um cavaleiro lê a sentença, enquando vários Alhos Vedrenses de então observam esta possível cena...
Note-se que nada desta reconstituição histórica tem uma base ciêntifica e histórica, tentei apenas tornar plausíveis estes acontecimentos.
4-Painel Triptíco com três cenas do quotidiano rural Alhos Vedrense em 1415.
A partir de fotos cedidas pelo “Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia” e de foto cedida pelo Sr. Diogénio sobre as Salinas, reconstitui a ruralidade Alhos Vedrense de então. Trajei pois as personagens com vestes do séc.XV e coloquei-as nas Salinas, junto ao Poço “Mourisco” e perto do Pelourinho, numa composição romântica dum Alhos Vedros nostálgico e esperemos que não muito desfazado da realidade, no ano da graça de 1415.
English version Cristina and George, owners of the space would be designated as "Forcas Bar" Hanging Man's Bar in free translation to English, contacted me in 1992 for a project that immediately touched me, ordered me four panels will restore historic Alhos Vedros on in the century XV,
these panels to be placed in the "Forcas Bar" which due to its location in the old field of strength, inspired the owners to return to the past.
From the fact that King John I, took refuge in Alhos Vedros to escape the plague in Lisbon, I created a historical fiction, which gave me a opportunity to conduct reconstitution most important story I've ever done.
Four tile panels of the "Forcas Bar", are:
1-The arrival of King John I to Alhos Vedros.
The beach and shoreline progressed since the Quay Alhos Vedros to San Antonio (that is mere speculation), by a creek that also went against the Church of Alhos Vedros and and this led me to believe that this will be one of the reasons why the church is turned back to the village, the other by what he learned recently is because he is facing East as would all the older churches or mosques which were then transformed into Christian churches (Catholic) and suggests that it has passed with the Church of Alhos Vedros, mainly due to domes encountered during its restoration in 1948, and which were covered by a roof that hid them. This panel depicting the arrival of the King to Alhos Vedros was located in the hand beach next to the Church and not in the dock, thus to give an importance to the Church itself. This sort of "Caravelas" are the sort who discovered Madeira, or the type of Caravelas Sail America that would be very similar to Varina large that once sailed the river Tejo and the dove is the last copy of the County bush still has. The whole environment is fiction, with characters in a festive atmosphere of receipt to the King and entourage.
2-The trial of a convict in the Town Hall of Alhos Vedros.
This panel depicts a trial in the old Town Hall Alhos Vedros, aka Old Jail. I assume they were the first City Hall, due to their being two-storey building and would also assume that the dungeons in the basement when I saw the ruins of the Old Jail still stood and how they can see on my blog, video in which Lidio Coelho, my good friend and colleague of Amateur Theatre in the "Velhinha" Cultural and Sport Club of Alhos Vedros, filmed at the time I made the panels forces Bar, 1992. On the first floor which had overthrown, but that Mr. Diógenio, my collaborator for this work, told me there and I explained in detail howits construction would be, because he had seen standing still, did the design of what would be the Old Jail reconstructing the original version. The fiction created from the historical reconstruction of the Town Hall, was that of King John I do in this case a public trial "special" to show the people of Alhos Vedros the exercise of his kingly power.
3-The hanging of a convict from the gallows in the field of Alhos Vedros.
The field called the gallows, now called the "Neighborhood Gouveia" was the way I always heard the call that place, so I figured it was there that hanged the condemned. A fiction created, was that an execution had taken place when King John I was present with his company that year, 1415. A podium was therefore assembled to watch the Royals this sad spectacle. The Tagus River serves as a background while the wretched man climbs the scaffold and his family weeps bitterly in the sand of the field strength. On the right a horseman read the verdict, while several Leek Vedrenses then possible to observe this scene ...
Note that nothing of historical reconstruction is science based and historically plausible just tried to make these events.
4-Panel Triptych with three scenes of everyday rural "Vedrense" Leek in 1415.
From the photos provided by the "Rancho Ethnographic Dancing and Singing of Barra Cheia-Alhos Vedros" and photo courtesy of Diogénio on "Salinas Panel", reconstitutes rurality "Vedrense" then. Costumes for the characters in the XVI century clothes and put them in
Salinas, near the Well "Moorish" and close to "Pelourinho", a composition of a romantic and nostalgic Lavradio hopefully not very undoing of reality in the year of grace 1415 .